Leqembi: Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer
- janeiro 8, 2026
- 10:35 am
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o Leqembi, um novo medicamento indicado para o tratamento do Alzheimer em estágios iniciais. A decisão representa um avanço importante no cuidado com a doença, que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, especialmente idosos e suas famílias.
A aprovação reforça o movimento da medicina em buscar tratamentos que atuem de forma mais precoce, com foco em retardar a progressão da doença e preservar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível.
O que é o Leqembi
O Leqembi é o nome comercial do princípio ativo lecanemabe, um anticorpo monoclonal desenvolvido para atuar diretamente em um dos principais mecanismos associados ao Alzheimer: o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro.
Segundo estudos publicados e avaliados por agências regulatórias internacionais, o medicamento ajuda a reduzir essas placas, que estão relacionadas à progressão da doença e ao declínio cognitivo.
Para quem o Leqembi é indicado
O Leqembi não é indicado para todos os pacientes com Alzheimer. Ele foi aprovado para pessoas que se encontram em fases iniciais da doença, como:
Comprometimento cognitivo leve associado ao Alzheimer
Alzheimer em estágio inicial
Além disso, é necessário que o diagnóstico seja confirmado por exames específicos que identifiquem a presença de placas de beta-amiloide no cérebro. O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico especialista, geralmente neurologista ou geriatra.
O que muda com a aprovação da Anvisa
Com a liberação da Anvisa, o Leqembi passa a poder ser comercializado no Brasil, respeitando as indicações aprovadas em bula. No entanto, isso não significa que o medicamento estará imediatamente disponível no Sistema Único de Saúde ou coberto automaticamente por planos de saúde.
Questões como custo, incorporação ao SUS e diretrizes clínicas ainda precisam ser avaliadas pelos órgãos competentes, como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Benefícios e limitações do tratamento
Os estudos clínicos indicam que o Leqembi pode retardar a progressão do declínio cognitivo, mas não representa uma cura para o Alzheimer. O tratamento atua desacelerando a evolução da doença, especialmente quando iniciado precocemente.
Como todo medicamento, o Leqembi também pode apresentar efeitos adversos, incluindo alterações detectadas em exames de imagem cerebral. Por isso, o acompanhamento médico regular e a avaliação individualizada são essenciais durante todo o tratamento.
A importância do diagnóstico precoce
A aprovação do Leqembi reforça a importância do diagnóstico precoce do Alzheimer. Identificar sinais iniciais, como lapsos de memória frequentes, dificuldade de organização e mudanças de comportamento, permite iniciar o acompanhamento médico mais cedo e avaliar a possibilidade de terapias que possam retardar a progressão da doença.
Organização do tratamento e adesão correta
Tratamentos neurológicos exigem acompanhamento contínuo e organização rigorosa. Manter a rotina medicamentosa organizada contribui para a segurança do paciente, especialmente em contextos de doenças neurodegenerativas, onde o esquecimento pode comprometer a adesão ao tratamento.
Soluções que ajudam a organizar o uso de medicamentos podem ser grandes aliadas para pacientes, cuidadores e familiares.
Conclusão
A aprovação do Leqembi pela Anvisa marca um avanço relevante no tratamento do Alzheimer em fases iniciais. Embora não seja uma cura, o medicamento amplia as possibilidades terapêuticas e reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e da organização do tratamento para garantir mais qualidade de vida ao paciente.
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Por que sentir sede já é um sinal de desidratação?
- fevereiro 6, 2026
- 10:52 am
A sede não é o começo do problema
Muita gente acredita que sentir sede é apenas um lembrete natural para beber água. Mas, do ponto de vista fisiológico, a sede já é um sinal de que o corpo entrou em desequilíbrio hídrico. Ou seja: quando ela aparece, a desidratação já começou.
O organismo humano é composto por cerca de 60% de água. Esse volume é essencial para funções vitais como circulação sanguínea, regulação da temperatura, digestão, funcionamento dos rins e transporte de nutrientes. Qualquer redução significativa nesse equilíbrio aciona mecanismos de alerta — e a sede é um deles.
O que acontece no corpo antes da sede aparecer?
Antes mesmo de você perceber a boca seca ou a vontade de beber água, o corpo já está tentando compensar a perda de líquidos:
O sangue fica mais concentrado
A temperatura corporal começa a subir
O cérebro ativa hormônios para reter água
A produção de urina diminui
Quando esses ajustes não são suficientes, o cérebro envia o sinal de sede. Ou seja, a sede é uma reação tardia, não preventiva.
Por que a desidratação é mais comum do que parece?
A desidratação leve é extremamente frequente no dia a dia — especialmente em ambientes quentes, com uso de ar-condicionado, prática de atividade física ou consumo excessivo de café e bebidas alcoólicas.
Alguns grupos têm ainda mais risco:
Idosos, que sentem menos sede naturalmente
Pessoas com diabetes
Quem usa diuréticos ou laxantes
Crianças, que nem sempre conseguem identificar o sinal
Nesses casos, esperar pela sede pode significar exposição contínua ao déficit de água.
Quais sinais podem indicar desidratação além da sede?
A sede raramente vem sozinha. Outros sintomas comuns incluem:
Dor de cabeça
Cansaço e queda de concentração
Tontura
Boca seca
Urina escura ou em pequeno volume
Constipação intestinal
Em níveis mais avançados, a desidratação pode afetar a pressão arterial, o funcionamento dos rins e o equilíbrio de eletrólitos.
Beber água só quando dá sede é suficiente?
Na maioria dos casos, não. O ideal é antecipar a hidratação, criando o hábito de beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
Uma boa estratégia é observar a cor da urina: tons claros indicam hidratação adequada. Além disso, manter uma garrafa por perto e associar a ingestão de água a rotinas (como acordar, refeições e pausas no trabalho) ajuda a não depender apenas do sinal da sede.
Hidratação também faz parte do cuidado com a saúde
Manter-se hidratado não é apenas uma questão de conforto, mas de prevenção. A desidratação pode interferir na absorção de medicamentos, na circulação e até na adesão a tratamentos contínuos.
Cuidar da hidratação é cuidar do funcionamento do corpo como um todo — todos os dias, não só quando a sede aparece.
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Diabetes e chocolate: como equilibrar o consumo?
- janeiro 28, 2026
- 8:00 am
Chocolate e diabetes podem coexistir?
Para quem vive com diabetes, o chocolate costuma ser visto como um alimento proibido. Mas a verdade é que não é preciso excluir completamente o chocolate da alimentação. O ponto central está no tipo escolhido, na quantidade consumida e no contexto da dieta como um todo.
Com orientação adequada, o chocolate pode fazer parte da rotina alimentar sem comprometer o controle glicêmico.
Como o chocolate impacta a glicemia?
O impacto do chocolate no açúcar no sangue depende principalmente de:
Quantidade de açúcar presente
Tipo de chocolate
Porção consumida
Combinação com outros alimentos
Chocolates ricos em açúcar e com baixo teor de cacau provocam picos glicêmicos mais intensos. Já versões com maior concentração de cacau tendem a ter absorção mais lenta.
Qual o melhor chocolate para quem tem diabetes?
Chocolate amargo
O chocolate amargo, com pelo menos 70% de cacau, é a melhor opção. Ele contém menos açúcar, mais fibras e compostos antioxidantes, como os flavonoides, que podem beneficiar a saúde cardiovascular.
Chocolate meio amargo
Pode ser consumido com moderação, desde que a quantidade seja controlada e o rótulo seja analisado com atenção.
Chocolate ao leite e branco
Esses tipos possuem alto teor de açúcar e gordura, sendo menos indicados para pessoas com diabetes. O consumo deve ser eventual e em pequenas porções.
Quantidade importa mais do que o alimento
Mesmo o chocolate amargo deve ser consumido com moderação. Pequenas porções, inseridas após refeições equilibradas, reduzem o impacto na glicemia e ajudam a evitar exageros.
Evitar comer chocolate em jejum também é uma estratégia importante para manter o controle do açúcar no sangue.
Chocolate diet é sempre uma boa escolha?
Nem sempre. Chocolates diet não contêm açúcar, mas podem ter maior quantidade de gordura e calorias. Além disso, alguns adoçantes podem causar desconfortos gastrointestinais quando consumidos em excesso.
A leitura do rótulo é essencial para fazer escolhas conscientes.
O papel da organização no cuidado com o diabetes
Manter horários regulares para refeições, lanches e medicamentos é fundamental para o equilíbrio glicêmico. A organização da rotina ajuda a evitar impulsos alimentares e facilita decisões mais conscientes.
A box de medicamentos da Dose Certa contribui para esse cuidado, garantindo que o tratamento seja seguido corretamente, o que impacta diretamente na segurança alimentar e no controle do diabetes.
Conclusão
Ter diabetes não significa abrir mão do chocolate para sempre. Com escolhas inteligentes, atenção às porções e acompanhamento profissional, é possível equilibrar prazer e saúde sem comprometer o tratamento.
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A diferença entre tomar medicamento e seguir um tratamento
- janeiro 23, 2026
- 8:00 am
Muita gente acredita que tomar um medicamento é o mesmo que estar em tratamento. Mas, na prática, essas duas coisas não são iguais. Engolir um comprimido de vez em quando não garante controle da doença, melhora dos sintomas ou qualidade de vida. Tratamento envolve constância, acompanhamento e cuidado contínuo.
Entender essa diferença é essencial para evitar frustrações, recaídas e a sensação de que “o remédio não funciona”.
Tomar medicamento: um ato pontual
Tomar medicamento é uma ação isolada. Pode acontecer quando:
A pessoa toma apenas quando sente sintomas
Esquece horários ou doses
Interrompe o uso ao se sentir melhor
Ajusta a dose por conta própria
Esse comportamento é comum, especialmente em doenças silenciosas, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, em que os sintomas nem sempre são perceptíveis.
Seguir um tratamento: um compromisso com a saúde
Seguir um tratamento vai muito além do comprimido. Envolve:
Uso correto do medicamento, no horário e dose indicados
Continuidade, mesmo quando os sintomas desaparecem
Acompanhamento médico e exames periódicos
Ajustes de estilo de vida, como alimentação, sono e atividade física
Atenção às interações com outros medicamentos e suplementos
É essa combinação que garante o controle da doença e a prevenção de complicações.
Por que essa diferença é tão importante?
Doenças crônicas exigem constância
Em condições como diabetes, hipertensão, asma ou depressão, interromper ou usar o medicamento de forma irregular compromete todo o tratamento. Isso pode levar a:
Descontrole da doença
Crises mais frequentes
Progressão silenciosa de danos ao organismo
Internações evitáveis
O efeito do medicamento depende da regularidade
Muitos medicamentos precisam de níveis estáveis no organismo para funcionar corretamente. Pular doses ou tomar fora do horário reduz a eficácia e pode gerar efeitos colaterais.
O papel da organização na adesão ao tratamento
Um dos principais motivos para o abandono do tratamento é a desorganização da rotina. Confusão de horários, esquecimento ou dúvidas sobre o que já foi tomado são mais comuns do que parecem.
Nesse cenário, contar com a box de medicamentos da Dose Certa faz diferença. Os medicamentos já chegam organizados por dia e horário, o que facilita a adesão, reduz erros e transforma o tratamento em parte natural da rotina.
Tratamento é um processo, não um momento
Seguir um tratamento significa assumir um cuidado contínuo consigo mesmo. É entender que saúde se constrói todos os dias, com pequenas decisões repetidas de forma consistente.
O medicamento é uma parte importante, mas o tratamento só acontece quando existe constância, orientação e organização.
Conclusão
Tomar um medicamento não é o mesmo que seguir um tratamento. A diferença está na regularidade, no acompanhamento e na forma como a pessoa se envolve com o próprio cuidado. Quando o tratamento vira rotina, os resultados aparecem e a saúde agradece.
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Suplementação por conta própria: por que o excesso faz mal?
- janeiro 22, 2026
- 8:00 am
Vitaminas e suplementos são frequentemente associados à ideia de mais saúde, mais energia e mais imunidade. Mas o que muita gente não sabe é que suplementar por conta própria pode trazer riscos, especialmente quando o consumo é feito sem orientação profissional ou em doses acima do necessário.
No cuidado com a saúde, mais nem sempre é melhor. Entender os limites da suplementação é essencial para evitar efeitos indesejados e proteger o organismo.
O que é suplementação e quando ela é indicada?
A suplementação tem como objetivo corrigir ou prevenir deficiências nutricionais, quando a alimentação sozinha não é suficiente. Ela pode ser indicada em situações como:
Deficiências comprovadas por exames
Doenças crônicas que alteram a absorção de nutrientes
Gestação e lactação
Envelhecimento
Uso prolongado de determinados medicamentos
Fora desses contextos, o uso indiscriminado pode causar mais prejuízos do que benefícios.
Por que o excesso de suplementos faz mal?
Sobrecarga do organismo
Vitaminas e minerais também precisam ser metabolizados pelo corpo. O consumo excessivo pode sobrecarregar:
Fígado
Rins
Sistema digestivo
Com o tempo, isso pode levar a alterações metabólicas e complicações de saúde.
Vitaminas em excesso também intoxicam
Algumas vitaminas, especialmente as lipossolúveis (A, D, E e K), se acumulam no organismo. O excesso pode causar:
Náuseas e vômitos
Dor de cabeça
Alterações ósseas
Problemas hepáticos
Distúrbios cardiovasculares
Ou seja, mesmo nutrientes essenciais podem se tornar prejudiciais em altas doses.
Interações com medicamentos
Suplementos podem interferir diretamente na ação de medicamentos de uso contínuo, como:
Anticoagulantes
Medicamentos para pressão
Tratamentos para diabetes
Antidepressivos
Essas interações podem reduzir a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos colaterais.
Falsa sensação de proteção
Outro risco comum é a ideia de que “tomar suplemento compensa hábitos ruins”. Nenhum suplemento substitui:
Alimentação equilibrada
Sono de qualidade
Atividade física regular
Uso correto dos medicamentos prescritos
Essa falsa segurança pode atrasar diagnósticos e cuidados importantes.
Suplementação e doenças crônicas: atenção redobrada
Pessoas com diabetes, hipertensão, doenças renais ou cardiovasculares precisam de ainda mais cautela. O excesso de certos minerais, como potássio, magnésio ou cálcio, pode agravar o quadro clínico.
Por isso, a suplementação deve sempre fazer parte de um plano de cuidado individualizado.
Como suplementar de forma segura?
Algumas orientações importantes:
Nunca iniciar suplementos sem orientação médica ou nutricional
Evitar doses acima das recomendações
Informar todos os medicamentos e suplementos em uso
Priorizar exames antes de suplementar
Manter organização e regularidade no tratamento
Ter uma rotina bem organizada, como com a box de medicamentos da Dose Certa, ajuda a evitar erros, excessos e o uso duplicado de suplementos e remédios.
Conclusão
A suplementação pode ser uma grande aliada da saúde quando bem indicada. No entanto, o uso por conta própria e em excesso transforma o que deveria ajudar em um risco silencioso. Cuidar da saúde é sobre equilíbrio, informação e acompanhamento profissional.


